Desafinado de Tom Jobim (Cover Davi Carvalho)

Desafinado de Tom Jobim

Imagine um grande mestre criando uma música para calar os críticos. Imaginou? Pois é, essa é a Desafinado de Tom Jobim! Bastante difícil dentro do repertório da bossa nova, essa é uma linda canção que resolvi interpretar e trazer para vocês. Mas antes de ver o cover e saber as técnicas utilizadas, que tal entender um pouco mais sobre o gênero?

Um pouco sobre a bossa nova

Criada por João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e jovens cantores e/ou compositores de classe média da zona sul carioca, a bossa nova foi um movimento da música popular brasileira do final dos anos 50. Ela buscava mesclar as raízes fortes do samba tipicamente brasileiro com o jazz internacional.

Inicialmente, o termo se referia a um novo jeito de cantar e tocar samba na época, ou seja, uma reformulação estética do moderno samba carioca urbano. No entanto, com o passar dos anos, a bossa tornou-se um dos movimentos mais influentes da história da música popular brasileira com grandes obras como Chega de Saudade e Desafinado de Tom Jobim, Águas de Março de Elis Regina etc.

O melhor de tudo é que futuramente as nossas canções ficaram conhecidas em todo o mundo! Um grande exemplo dessa internacionalização é a música Garota de Ipanema composta em 1962 por Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim.

Minha versão de Desafinado de Tom Jobim

Essa canção é uma das mais difíceis de ser interpretadas e executadas dentre aquelas do repertório de bossa nova. A dificuldade está em cantar habilmente e precisamente os seus intervalos que são um pouco mais “tortos” do que os encontrados na MPB, no samba ou até mesmo no pop e no rock.

E o porquê disso? Bem, Desafinado de Tom Jobim foi composta em resposta às críticas que chamavam os cantores e interpretes de bossa nova de desafinados. Mas eu te garanto que cantar essa música sem nenhum deslize na afinação requer um bom estudo de acuidade e percepção musical!

Na minha interpretação, eu aplico a voz salmodiada como base da técnica. Por isso, fica evidente que eu estou usando a menor emissão possível e a menor quantidade de saída de ar em muitos momentos. Quando cantamos dessa maneira, é normal sentir que a voz está “dentro da nossa cabeça” ou “atrás”.

É lógico que, ouvindo a minha versão da Desafinado de Tom Jobim, talvez você não perceba completamente, pois na gravação eu diminuí um pouco a salmodia para que a voz parecesse mais “normal”. Além disso, esse “jeito” de cantar é muito próprio do gênero e eu afirmo que é preciso desenvolver essa técnica para executar as músicas da bossa nova, afinal essa dinâmica é muito utilizada no estilo.

E aí, gostou da minha interpretação da Desafinado de Tom Jobim? Você costuma treinar a voz salmodiada para cantar bossa nova? Deixe seu comentário abaixo com as suas impressões!

Comments

comments